É sempre bom contar com um livro desses nos solitários almoços e jantares que, certas vezes, a vida nos propõe. Um livro com quem você pode conversar, enquanto come ou espera a comida. Um dos meus favoritos é ” A Arte da Entrevista”.
O livro reúne grandes entrevistas, entrevistados e entrevistadores. Comprei-o na ocasião quando estive em viagem com o meu pai ..
O livro reúne grandes entrevistas, entrevistados e entrevistadores. Comprei-o na ocasião quando estive em viagem com o meu pai ..
o livro traz desde Marx, Oscar Wilde, Freud, até lendas como Lennon, Madame Satã, a Leila Diniz e Marilyn Monroe.
É dela a entrevista que li hoje. De novo. Acho que já é a terceira vez pois, certas horas sei o final da frase. Entrevistada por Georges Belmont, para a Marie Claire, em outubro de 1960, Marilyn nos dá a chance de conhecer sua inteligência e pensamentos existenciais.
” (…) Acho que em nossos dias estamos correndo demais, É por isso que as pessoas estão nervosas e infelizes- com suas vidas e consigo mesmas. Como é que você consegue fazer alguma coisa perfeita sob essas condições? A perfeição precisa de tempo. Gostaria muito de ser uma boa atriz, uma atriz de verdade. E gostaria de ser feliz, mas quem é feliz? Tentar ser feliz é quase tão difícil quanto tentar ser uma boa atriz; você tem que trabalhar muito em ambos. Quando consigo realizar certas coisas em meu trabalho, chego bem perto da felicidade. Mas isso acontece só em certos momentos, em geral não sou feliz. Se em geral eu não sou nada, acho que em geral sou miserável. Não separo minha vida pessoal da profissional. Acho que quanto mais trabalho pessoalmente, melhor eu sou profissionalmente. (…) ”
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