quinta-feira, 31 de maio de 2012

Minha música favorita.

Ah! tenho tantas músicas fascinantes que adoro ouvir e nunca me canso ..
uma delas e essa de Chico,é eu sei gosto muito dele .. das suas letras e obras..mas enfim voltando as músicas.
uma delas meio que me fascina , me faz dar valor nos meus ideais.

 Paratodos

Chico Buarque 

O meu pai era paulista

Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro,Foi Antonio Brasileiro,
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho
Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto,Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro

Arrisquei muita braçada.

''Sou Ana do dique e das docas
Da compra, da venda, das trocas de pernas
Dos braços, das bocas, do lixo, dos bichos, das fichas
Sou Ana das loucas ,Até amanhã
Sou Ana Da cama, da cana, fulana, sacana
Sou Ana de Amsterdam,Sou Ana de cabo a tenente
Sou Ana de toda patente, das Índias
Sou Ana do oriente, ocidente, acidente, gelada
Sou Ana, obrigada
Até amanhã, sou Ana
Do cabo, do raso, do rabo, dos ratos
Sou Ana de Amsterdam,Sou Ana de vinte minutos
Sou Ana da brasa dos brutos na coxa Que apaga charutos
Sou Ana dos dentes rangendo
E dos olhos enxutos
Até amanhã, sou Ana
Das marcas, das macas, da vacas, das pratas
Sou Ana de Amsterdam'' - Chico B.

inútil dormir que a dor não passa.

Ah dores e mais dores...
A dor parece ser insuportável! mal me aguento em pé..

 ''Talvez eu deva ser forte,

Pedir ao mar

Por mais sorte
E aprender a navegar.'' -  Como diria Mallu.

O cortiço.

Estou fantasiada com o Livro de Aluísio Azevedo;
Publicado em 1890,o cortiço e uma síntese do naturalismo brasileiro,sua melhor e mais acabada expressão.
constituindo-se em um dos melhores retratos do Brasil do fim do segundo império ,a obra recria a realidade dos agrupamentos humanos sujeitos á influência da raça,do meio e do momento Histórico.

Limitações

Pois é  como algumas pessoas Já sabem,eu tenho diversas limitações fisicas,sou magrinha , pequena,sem cor..
Quando pego alguma ventania..pronto! Já fiquei gripada..
ahhh e parece que eu não tenho sorte mesmo! Hoje ás 7:15 da manha,eu caminhando para a rua...sem querer tropecei e cai da escada...ah escada alta! me fez um mal danado,fui ao médico é lá tive que receber restrições médicas e já não posso me locomover muito... aí sabe parece que tudo vem de uma vez só.. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Villa Lobos.




Acho que estou caindo numa febre de Villa Lobos.
Coisa que eu nunca havia tido o privilégio de sofrer.
Nem me lembro o que eu estava procurando hoje de manhã que me levou a esse disco de tão marcante que foi para mim conhecer essa obra.
O disco, em sí, chama-se Uirapurú. Linda a capa, arranjos, composições, a emoção. Chega a arregalar os olhos de quem ouve, e não há como evitar, a música vai invadindo o cérebro como uma droga boa, como a felicidade… dá um prazer.
A mim, ao menos, dá um prazer bem notável. E isso, acho eu, que já é razão grande o bastante para dividir no meu querido blog de achismos e dizeres que sei que, apesar de não ser conselho para ninguém (por sermos todos diferentes e ninguém saber de nada), são experiências dignas de compartilhar onde só vem ler quem quer ( bonito isso da internet, né?).

Marilyn..

 Em 30 de abril ...


          Depois de passar um dia inteirinho arrumando livros,papeis,materiais,cd's enfim..me dedicando ao trabalho ao meu quarto..me deparo com a situação,de ir ao cinema...logo depois disso
curei o cansaço com uns goles de mate e segui para a sessão das 17h20. Lotada. O único lugar que sobrou era na fileira G no horário das 19h20. Eu  já tinha chegado cedo, para não ter perigo de ficar sem ingresso. Mal passava do almoço e lá estava eu, vagando na livraria por horas e horas, de tão decida que estava de que aquela noite eu veria o tão aguardado filme.
Três horas numa livraria, pra mim, não é muita coisa , muito menos tempo demais. Aproveitei. Li trechos, aceitei sugestões, sentei no chão e lí até ficar com dor de cabeça.
Quase na hora, levantei já salivando pela incrível pipoca de cinema. Segui, levei um pacote grande de novas informações em livro e CD e, com a outra mão, comprei a pipoca e renovei o estoque de chicletes.
No ingresso, vinha escrito “meia-entrada”. Argumentei com a atendente, me oferecendo para pagar a inteira, não sou estudante nem novinha demais, nem nada. Mas acho que ela ficou meio com pena dessa moça sozinha num domingo a noite, de alpargatas, roupas largas, sem seios ou hormônios nos olhos. Sorriu carinhosa – bobagem – falou baixinho.
Sentei ansiosa e mastiguei um pacote todo de chicletes com medo de atacar a pipoca. Odeio quando começa o filme e eu já acabei com as maravilhosas bolinhas crocantes de milho, sal e oleozinho, em formato de nuvem.
Os casais se beijavam e, por sorte, a pessoa na poltrona ao meu lado faltou, o que me possibilitou cruzar as pernas como índio, sem sapatos. E então o filme começou...