Depois de passar um dia inteirinho arrumando livros,papeis,materiais,cd's enfim..me dedicando ao trabalho ao meu quarto..me deparo com a situação,de ir ao cinema...logo depois disso
curei o cansaço com uns goles de mate e segui para a sessão das 17h20. Lotada. O único lugar que sobrou era na fileira G no horário das 19h20. Eu já tinha chegado cedo, para não ter perigo de ficar sem ingresso. Mal passava do almoço e lá estava eu, vagando na livraria por horas e horas, de tão decida que estava de que aquela noite eu veria o tão aguardado filme.
Três horas numa livraria, pra mim, não é muita coisa , muito menos tempo demais. Aproveitei. Li trechos, aceitei sugestões, sentei no chão e lí até ficar com dor de cabeça.
Quase na hora, levantei já salivando pela incrível pipoca de cinema. Segui, levei um pacote grande de novas informações em livro e CD e, com a outra mão, comprei a pipoca e renovei o estoque de chicletes.
No ingresso, vinha escrito “meia-entrada”. Argumentei com a atendente, me oferecendo para pagar a inteira, não sou estudante nem novinha demais, nem nada. Mas acho que ela ficou meio com pena dessa moça sozinha num domingo a noite, de alpargatas, roupas largas, sem seios ou hormônios nos olhos. Sorriu carinhosa – bobagem – falou baixinho.
Sentei ansiosa e mastiguei um pacote todo de chicletes com medo de atacar a pipoca. Odeio quando começa o filme e eu já acabei com as maravilhosas bolinhas crocantes de milho, sal e oleozinho, em formato de nuvem.
Os casais se beijavam e, por sorte, a pessoa na poltrona ao meu lado faltou, o que me possibilitou cruzar as pernas como índio, sem sapatos. E então o filme começou...
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